diversidade, igualdade social

Falar sobre diversidade é difícil. Não pela complexidade do assunto, mas sim pela sua simplicidade. Afinal, quem são os outros? E quem somos nós?

Eles, nós. Olhe para eles. Basta um olhar atento ao redor… Que diferença você vê?

Eles são nós.

De onde veio essa ideia de “outro”?

Nos mitos da nossa origem, a distinção entre “nós” e os “outros” foi essencial. Na “descoberta” do Novo Mundo, quando os espanhóis chegaram às Américas no fim do século 15, houve grande dúvida entre eles em relação ao indígenas aqui encontrados. “Seriam eles humanos? Teriam alma?” Naquele momento da história do Ocidente, ser humano equivalia a ser cristão. De acordo com os registros da época não ser cristão era ser o “outro”.

Mas em que ano estamos? Aliás, em que século estamos?

O que é a diversidade?

Primeiro vamos entender o ser humano em sua existência biológica. Seres humanos nada mais são do que uma das milhares de espécies animais de nosso planeta, que, de tão semelhantes entre si, não podem nem sequer ser divididos em raças. 

Tudo o que acreditamos que nos diferencia, geneticamente não significa praticamente nada. As diferenças no final das contas só tem relevância no prisma social e cultural. Crenças e valores.

Somos seres biologicamente aptos às mesmas possibilidades. Nossos processos de desenvolvimento motor e cognitivo são os mesmos e, no entanto, não conseguimos compreender e aceitar as nossas diferenças culturais. E inclusive justificamos muitas vezes a intolerância cultural por meio de nossas sutis diferenças biológicas. 

Não entendemos a nossa diversidade como forma de enriquecimento humano. Não nos reconhecemos no outro, que, paradoxalmente, nos é tão próximo. 

É necessário compreender esse processo da constituição da história humana desde seu início até a atual era planetária, porque a globalização revelou que:

“não apenas cada parte do mundo faz cada vez mais parte do mundo, mas o mundo enquanto todo está cada vez mais presente em cada uma de suas partes.” 

Edgar Morin

Está sendo constatada a mundialização das ideias, das guerras, dos negócios, das comunicações, das culturas. Estamos vivemos um presente que é a síntese de nosso passado histórico ao mesmo tempo em que já estamos formatando a nossa identidade futura. Uma identidade seguramente diversa.

A mestiçagem e o aparecimento de variedades físicas é irrefreável.

A diversidade é renitente e, ao contrário do que se poderia esperar de um mundo globalizado, não apenas se reproduz e se afirma, como desabrocha em mais e mais diferenças, das sutis as escancaradas.

Pois a diversidade é isso. Todos nós e cada um de nós. E a luta pelo reconhecimento não diz respeito somente às diferenças raciais ou étnicas (negros, índios, ciganos), mas também às diferenças de gênero (no caso, a mulher), de opção sexual (homossexuais) e a tantos outros tipos de diversidade como: religião, cultura, corpo, idade, deficiências, e mais.

Diversidade na Rockfella: cor, etnia, gênero, sexualidade, corpo e religião representados em uma só foto.

Por que a diversidade deve ser valorizada?

A relação entre unidade e sociedade é complementar e ao mesmo tempo antagônica. Alguns humanos não se reconhecem no outro, mesmo que uma parte de si esteja inserida nesse outro.

Conviver com a diversidade tem se mostrado um sério problema para a espécie humana. Longe de representar riqueza, ela é geralmente percebida como uma ameaça e fonte de desconfiança. 

Ainda existe a ideia de que o “outro” é aquilo que nós não somos, que coloca em risco a nossa verdade, questiona os nossos valores e relativiza a nossa identidade.

Por esses motivos existe o preceito de que é preciso desqualificá-lo. Que vem da noção de que o homem é um ser “livre”, de que possui o direito de se expressar incondicionalmente, mesmo que para isso, necessite ultrapassar a barreira do respeito pelo outro. E justamente essa negação do “outro” equivale a uma repressão sem limites à capacidade de criação e expressão. 

É imprescindível que não nos rendamos a esse discurso e tentemos acreditar na existência humana, amenizar tudo o que nos torna tão distantes e compreender e respeitar a nossa diversidade humana, a física e a cultural. 

Como ver, compreender e valorizar?

Assim como é importante garantirmos a biodiversidade para que a natureza se mantenha em equilíbrio, precisamos assegurar e valorizar a diversidade humana para que as sociedades sejam saudáveis e ricas.

A diversidade humana também é uma questão de sustentabilidade, percebe?

Podemos atingir o fenômeno estranho de se compreender e compreender a humanidade. Educar sobre o respeito às diferenças, a aceitação do pluralismo, a realização do diálogo respeitoso e do debate das ideias. Frisando os exemplos solidários, porém sem ocultar a opressão e a dominação que tantos males causaram à humanidade.

Alcançar o ponto onde o sujeito humano se reconhece em sua identidade individual e ao mesmo tempo reconhece a diversidade cultural inerente a tudo que é humano. Aprender que nós comportamos o diferente.

Assim, será propiciada a consolidação e a valorização das múltiplas identidades que integram toda a humanidade que habita o planeta Terra, conhecendo e valorizando suas origens e reconhecendo-se como cidadão de uma Terra-Pátria de todos. Uma sociedade-mundo.

Como a Rockfella trata a questão da diversidade

Nós não tratamos. Nós somos.

Aqui diversidade não é uma palavra, um conceito ou algo a ser discutido. É o que nós fazemos.

Muito além de trazer esse e outros conteúdos, discutir o assunto e sermos um time aberto que aceita e respeita as pessoas com suas diferenças, somos uma marca que trabalha diariamente com a diversidade em nosso time, clientes e parceiros. 

Mais importante ainda, em cada etapa de cada processo e produto dentro da empresa damos atenção e buscamos atender e dar voz e visibilidade às diferenças e a humanidade de cada pessoa e grupo.  

Afinal, somos indivíduos e pertencemos a um grupo. Queremos também ser vistos e aceitos, como somos. Por isso fazemos questão de nos unirmos com os “outros” justamente para compartilhar tudo isso que temos, e enriquecer com o que o outro traz.

Acreditamos nas pessoas e em mudar o mundo para melhor. Acreditamos que propósitos semelhantes se atraem e, por isso, devagar, construímos em união uma sociedade de coração mais aberto, e uma moda mais sustentável. Pelas pessoas e pela natureza. Diversidade e biodiversidade.

Essa causa faz parte da nossa alma. Diversidade é o nosso coração, assim como a cooperação é o nosso cérebro (mas isso é outro post).

Saiba mais sobre a Rockfella acessando nosso blog e compre hoje mesmo sua camiseta no nosso site. Vista-se de Rockfella.

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Fundadora da Free Lab Moda, projeto que trabalha com o desenvolvimento de uma inteligência de moda que conecta roupas a corpos por meio de dados. Acredito em uma moda mais livre e democrática, e tenho o sonho é reorientar os profissionais desta indústria ao ser humano e ao meio ambiente, dignificando-os.