visibilidade lésbica

A invisibilidade das lésbicas segue a lógica da invisibilidade feminina.

Na comunidade homossexual a homogeneidade masculina e a lógica patriarcal também se fazem presentes, assim como em qualquer esfera da vida.

Agosto é o mês da Visibilidade Lésbica

But why?

  • Dia 19 de agosto é o dia nacional do ORGULHO lésbico.
  • Dia 29 de agosto é o dia nacional da VISIBILIDADE Lésbica.

Estamos em agosto e queremos conversar sobre como essas datas não foram estabelecidas à toa. Elas existem porque acontecimentos importantes para o movimento lésbico aconteceram nesses dias específicos há, respectivamente, 27 e 24 anos atrás.

No dia 19 de agosto de 1983 aconteceu a primeira manifestação lésbica do Brasil. Um grupo de mulheres homossexuais se reuniram em frente ao bar Ferro´s, frequentado majoritariamente por lésbicas na cidade de São Paulo nas décadas de 70 e 80, para protestar contra o ato de discriminação sexual onde proibiram a distribuição da primeira publicação lésbica do país no local, a ChanacomChana.

Indignadas com o tratamento e com a discriminação irracional, uma vez que o bar era ponto de encontro de mulheres homossexuais, as ativistas reuniram-se com grupos homossexuais, feministas, parlamentares e membros da OAB para fazer uma manifestação em frente ao bar.

Ao final do protesto, o Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) conquistou seu direito de vender seu material sem restrição.

Visto que teve cobertura da imprensa nacional, a manifestação ganhou repercussão em todo o Brasil, e em 2003, ano em que morreu Rosely Roth, uma das principais articuladoras desse evento, lançou-se o dia 19 de agosto como o Dia Nacional do Orgulho Lésbico e marcou para sempre o calendário de conquistas LGBTQIA+.

Sobre o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, foi uma data estabelecida no Brasil por ativistas lésbicas brasileiras e dedicada à data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas – Senale, ocorrido em 29 de agosto de 1996.

Todo ano entidades como a Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), ABGLT, Liga Brasileira de Lésbicas, Rede Afro LGBT, Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Autônomas (Candace Br), Sapatá, Núcleo de Gênero e Sexualidade da Universidade Estadual da Bahia, Núcleo de Pesquisas em Sexualidade da Universidade Federal do Tocantins e Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos se unem para uma agenda de eventos, palestras, mesas e oficinas.

Mas o que significa ser lésbica?

É evidente que a orientação sexual por si só não é o suficiente para se criar uma identidade. A propriedade do termo lésbica é parte de uma sequência de características que formam um ser humano.

Historicamente as mulheres não tiveram a mesma liberdade e independência para possuir relações homossexuais como os homens.

Raramente os homossexuais masculinos e femininos compartilham um mesmo espaço social baseado na sua orientação sexual, porque as mulheres, além de enfrentarem o preconceito pela sua sexualidade, sofrem discriminação de segunda ordem: orientação sexual + gênero.

A luta pela visibilidade e representatividade desse grupo não se faz necessária apenas pela defesa da sexualidade feminina e do direito ao prazer sexual, mas também, e principalmente, pelos avanços dos direitos das mulheres lésbicas, e pela importância do combate à lesbofobia, que é causa de violências específicas como o estupro corretivo (para controlar comportamento social ou sexual da vítima) e discriminação pelo questionamento dos papéis e estereótipos de gênero.

Qual o nosso papel na luta pela visibilidade lésbica?

Dar abertura a essas vozes como forma de combater o preconceito com esse segmento.

Em julho de 2019, iniciou-se uma campanha: #SEOLesbienne

Antes disso, se você jogasse a palavra “lésbica” no Google, encontraria em primeiro lugar um número expressivo de links relacionados a sites e vídeos adultos.

No entanto, se você fizesse uma busca pelas palavras gay, homossexual ou trans, os primeiros resultados levavam à Wikipedia ou a páginas de informação.

Mais uma vez: a invisibilidade das lésbicas segue a lógica patriarcal.

A criadora do grupo ativista SEO Lesbianne iniciou a campanha para que o algoritmo de busca da ferramenta fosse corrigido e parasse de apresentar conteúdos de pornografia ligados ao termo. No dia 09 de agosto de 2019 o Google anunciou que consertou o algoritmo com a intenção de fornecer resultados mais precisos e de qualidade para este tipo de consulta.

Por isso, juntamente com a comunidade da SEO Lesbienne, damos lugar de fala e incentivamos todas as lésbicas a mostrarem suas vidas diárias e produzirem muitos conteúdos associados à palavra “lésbica” na internet em seu próprio idioma. Vamos evidenciar as lésbicas como público de conteúdo relevante e instrutivo.

Você não precisa ser LGBT para repudiar formas de preconceito!

A Rockfella abraça essa causa buscando dar destaque à temática. Fazemos parte dessa comunidade e queremos dar voz e oportunidade de expressão a esse público.

Porque é isso que nós fazemos, defendemos, evidenciamos, representamos.

Em outras palavras, as lésbicas estão entre nosso time, nossos clientes, fornecedores e parceiros e levantar essa bandeira faz parte do nosso propósito como marca carimbada na diversidade e liberdade.

Nova estampa Rockfella: pela visibilidade lésbica.

Nós somos uma marca que é muito mais do que camisetas com frases. Representamos nos nossos produtos as vozes com a alma e os sentimentos que compartilhamos.

Hoje é o dia do orgulho lésbico e para representá-las e permitir sua expressão desenvolvemos essa estampa exclusiva:

Nova estampa SATISFACTION

Criamos essa estampa pelo movimento lésbico e ela representa a delicadeza que está em se colocar no lugar do outro e não em ser frágil. Em se permitir ser humano, assim como o é o amor, a paixão, o prazer.

O nome da estampa é SATISFACTION, que é uma referência a música da banda The Rolling Stone, onde eles disseram: elas tentam e tentam e tentam, mas não conseguem nenhuma satisfação. Porque acariciar a rosa exige compreender a essência da sua beleza e de sua biologia. É uma referência a realidade atual do prazer feminino, que pode mudar com consciência e respeito.

Sem orgulho não há visibilidade.

Miriam Martinho

Portanto, apareçam, representem, sejam, orgulhem-se e vistam-se de marcas que respeitam, que representam. Vistam-se de Rockfella.

Clique aqui para ter a sua camiseta satisfaction e colaborar com a visibilidade lésbica.

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Fundadora da Free Lab Moda, projeto que trabalha com o desenvolvimento de uma inteligência de moda que conecta roupas a corpos por meio de dados. Acredito em uma moda mais livre e democrática, e tenho o sonho é reorientar os profissionais desta indústria ao ser humano e ao meio ambiente, dignificando-os.